sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Artigo - WEB 2.0 E SUA IMPORTÂNCIA NA ESTRATÉGIA EMPRESARIAL

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* Artigo apresentado como Trabalho de Conclusão do Curso de Especialização em Gestão
Tecnológica da Informação – Escola Superior da Amazônia – Fonocentro Cursos.
**Bibliotecárias – Universidade Federal do Pará: Email: Elmsbb@yahoo.com.br;
thaiscravo@yahoo.com.br; vanesaufpa@yahoo.com.br.
***Esp. em Redes de Computadores (UFPA): Email: eudesdanilo@gmail.com

Evelin Lorena Munhoz dos Santos Miranda**
Thais Cravo Amorim**
Vanesa Valente Dias**
Eudes Danilo Mendonça***


RESUMO:
Neste artigo abordamos um tema em voga na atualidade denominado Web 2.0, novo formato da internet que apresenta um meio interativo e dinâmico entre internet e seu usuário. Mostra como as empresas em busca de inovação, utilizam essas novas ferramentas digitais em suas estratégias empresariais, para conquistar clientes e espaço no novo cenário, a fim de possibilitar retorno positivo aos negócios. Aponta as redes sociais como as principais mudanças da internet, e como as mesmas
podem influenciar no modo de pensar e agir do usuário, e a utilização inadequada desses meios podem acarretar em imagem negativa para a empresa. Mostra como exemplo Case da Tecnisa, empresa no ramo imobiliário que através das mídias sociais obteve sucesso em suas vendas e reconhecimento da sua marca.
Palavras-Chave: Web 2.0. Redes sociais. Estratégia empresarial.

ABSTRACT:
This article deals with a theme in vogue nowadays called Web 2.0, new format of the Internet that presents an interactive and dynamic between the Internet and its user.
Shows how companies in search of innovation, using these new digital tools in their business strategies to win customers and space in the new scenario, in order to provide positive feedback to the business. It points out the major social networks such as the internet changes, and how they can influence the thinking and acting the user, and inappropriate use of these means may result in negative image for the company. Shows an example of Case Tecnisa, in the real estate company that
through social media has succeeded in its sales and brand recognition.
Keywords: Web 2.0. Social Networks. Corporate Strategy


1 INTRODUÇÃO
Segundo Castells (2006) no decorrer dos últimos anos houve uma série de transformações adquiridas pela internet onde deixou de ser mera tecnologia de municação para se tornar um centro de atividade social e econômica.
Para Coelho (2009) a primeira geração da internet, também conhecida como Web 1.0 tinha como principal característica a disponibilização generalizada de informação e seus utilizadores eram somente espectadores da ação das páginas visitadas, sem permissão para alterar seu conteúdo.
Com o avanço das tecnologias a nova geração da internet passou a designar Web 2.0 que permitiu aos usuários desempenharem novos papéis de interação, de cliente e servidor, ou seja, o compartilhamento da informação, como oferecer conteúdo dinâmico e interativo para proporcionar opções que o usuário deseja.
A internet revolucionou a maneira como nos comunicar e receber a informação, os jornais e a TV antes tidos como principais fontes de informação, deixaram de ser exclusivos, dividindo espaço, com um novo e versátil mundo online.
Segundo Roberto (2009) no momento em que houve uma sobrecarga de informação, onde recebemos mais informações do que poderíamos consumir, surgiram às redes sociais, os blogs, que permitiram a criação da própria esfera de informação, através das ferramentas fáceis e disponíveis.
Para que este conjunto de ações seja definido e relevante, é necessária que a utilização da Web 2.0 seja adaptada a estratégia empresarial, no qual, utilizam essas novas ferramentas para enquadrar no novo cenário e manter a posição no mercado, onde obtenha retorno positivo aos negócios.
Dessa forma, a atual fase da internet 2.0 é caracterizada pela web como um ambiente de cooperação, participação e interação cada vez maior.
Partindo da idéia apresentada acima, este artigo se propõe, a estudar de que forma as empresas podem utilizar essas novas ferramentas para obter reconhecimento no mercado e retorno positivo aos negócios, ampliando o acesso, a armazenagem e a distribuição de informações e conhecimento das organizações, e como o uso de forma inadequada dessas ferramentas podem ocasionar retorno
negativo a empresa.

2 WEB 2.0
Partindo da analise dos temas mais em voga da atualidade, na era das tecnologias da informação, observa-se que o termo Web 2.0 é utilizado para descrever a segunda geração da World Wide Web, que é um meio interativo e envolvente, que oferece informações valiosas e atualizadas, personalizando a comunicação em relação a seus vários usuários.
Para Castells (2003, p. 287), estamos vivendo numa sociedade em rede e dominada pelo poder da internet:
"Esta sociedade em rede é a sociedade que eu analiso como uma sociedade
cuja estrutura social foi construída em torno de redes de informação
microeletrônica estruturada na internet. Nesse sentido, a internet não é
simplesmente uma tecnologia; é um meio de comunicação que constitui a
forma organizativa de nossas sociedades; é o equivalente ao que foi a
fábrica ou a grande corporação na era industrial. A internet é o coração de
um novo paradigma sociotécnico, que constitui na realidade a base material
de nossas vidas e de nossas formas de relação, de trabalho e de
comunicação. O que a internet faz é processar a virtualidade e transformá-la
em nossa realidade, constituindo a sociedade em rede, que é a sociedade
em que vivemos".
Quando se fala em Web 2.0 é comum observar que os limites de sua definição, são bastante amplos. Alguns especialistas em tecnologia acreditam não ser apenas uma nova fase da internet, porém, há muitos outros que definem o termo como um conjunto de novos serviços e tecnologias.
Segundo O’Reilly (2005) o conceito surgiu a partir de uma conferência de brainstorming1 entre a O’Reilly e a MediaLive International, quando Dale Doughherty pioneiro da web notou que o colapso “ponto.com” sofrido naquele período serviu para mostrar um novo cenário onde a web apresentava novas aplicações e ferramentas disponíveis na rede.

1 Conjunto de tecnologias que permite ao usuário novas maneiras de interatividade em tempo real
na web, ao invés da forma estática, trabalhando de maneira integrada, além de fornecer soluções
através de produtos e serviços

De acordo com Sá (2008)
No seguimento de exposto, o advento da “segunda vaga” da Web,
padronizada pelo chavão “2.0”, representou um marco da era do acesso
livre, e que se caracteriza por uma plêiade de novos sistemas e de
ferramentas digitais colocados ao alcance, na Internet. Esta implementação
de “novos” serviços em ambiente Web facilitou a participação dos
utilizadores de modo a que pudessem sentir o poder da criação e de
recolher os proveitos da participação coletiva.

A web se desenvolveu principalmente com o propósito de avançar as estratégias de negociação, observando as mudanças do comportamento de seus clientes, que utilizam o comercio eletrônico. O mundo do universo eletrônico tem se expandido cada vez mais nas mídias sociais online, desde modo apresenta- se o blog da Natura, como exemplo de uma atividade corporativa, que permite troca de
informações e experiências sobre os assuntos que permeiam a atividade de consultoria, como lançamentos, promoções e temas socioambientais (http://www.blogconsultoria.natura.net/tag/blogconsultoria/). Com o crescimento dos sites de relacionamentos colocou-se em destaque a possibilidade dos mesmos serem usados dentro das empresas, como uma ferramenta da web 2.0 que
aumentaria ainda mais as possibilidades de negociação dentro das empresas.
As redes sociais eram conhecidas apenas pela sua interação e comunicação rápida. Hoje em dia são consideradas como poderosas ferramentas administrativas na qual as empresas podem se relacionar com os seus clientes, divulgando seus produtos, serviços e ate mesmo criar sua própria rede social interagindo com seus clientes.
Ao tentar esclarecermos as definições de mídias sociais e o que representam
nas empresas, observamos as definições de Recuero (2009):
[...] dos sites de redes sociais mais utilizados Orkut, Fotolog,, Facebook e
Twitter. Quando as empresas fazem uso do Orkut, elas têm a capacidade
de criar perfis e comunidades através dessa rede, já o Fotolog apenas fotos
acompanhadas de textos que podem receber comentários, no Facebook
possibilita criar redes de contatos perfis e comunidades nas quais é possível
acrescentar aplicativos personalizados, no Twitter as empresas podem
divulgar produtos, serviços, eventos etc. para os seus seguidores, o que
ajudaria bastante seus clientes usados de maneira correta.
As empresas precisam esta atenta aos sites de redes sociais as expressões utilizadas na internet, pois elas ficam expostas ao público cada vez mais. As mídias sociais no âmbito empresarial devem se adequar para a cultura, identidade e publico 4a se alcançado, pois elas influenciam e são  influenciadas na medida em que se estabelece o dialogo. Para Recuero (2009, p.163), compreender a comunidade é também um elemento importante para entender a sociabilidade na internet; essa
afirmação esclarece quando devemos a importância do conhecer o publico com quem vai sei interagir nesse ambiente, pois assim o processo de treinamento da comunicação é facilitado tornando, mas aceito e agradável. As mídias sociais necessitam de cuidados estratégicos, pois podemos saber onde o cliente esta em qual mídia se encontra e o que ele procura.
Kotler (2006) anunciava que o ciberespaço e o processo de compra e venda torna-se mais automatizado e conveniente, assim as empresas conectam-se entre si e com os clientes em uma rede virtual homogênea. A informação na internet se propaga rapidamente e sem custo e os comerciantes que continuarem a vender nas formas antigas, onde o custo e o tempo eram considerados barreiras comerciais, estão sujeitos a desaparecerem do mercado.
Desta forma, as empresas começaram a perceber que precisavam inovar através de tecnologias online para obter a vantagem competitiva e estratégica na sociedade da informação, pois na geração 1.0 o principal foco era a quantidade de informação disponível na página, utilizado somente para leitura, pouco interativo. Na tabela abaixo podemos observar a evolução da Word Wide Web e as
principais diferenças da Web 1.0 e Web 2.0.
Quadro 1 – Diferença entre Web 1.0 e Web 2.0





Fonte: Google (2012).
As características principais da Web 2.0, conforme Garcia (2009), destacamse
entre outras as seguintes:

 Comunidade: permite a reunião de pessoas, interessadas em um determinado
assunto, alem de aumentar a qualidade do serviço;
 Compartilhar: nada mais é, do que o surgimento das ferramentas de
colaboração da web 2.0;
 Publicar: permite ao usuário receber, transformar e publicar num ciclo infinito
da geração de informação.
 Edição do usuário: é o mesmo que a participação do usuário na web 2.0,
atuando ativamente sobre o que você consome/ edita em rede.
 Opinião Franca: permite a opinião democrática, expressando sua liberdade de
pensar.

3 ESTRATÉGIA EMPRESARIAL
A estratégia é um dos termos mais importantes em administração de empresas. Já importado das operações militares, no qual os generais empregavam meios disponíveis para alcançar seus objetivos. De acordo com Dolce e Anderson (2000) “a estratégia vem sendo aplicada no mundo dos negócios desde as primeiras formulações da moderna administração industrial. O Termo estratégia designa
atividades diferentes das exercidas pelos concorrentes, fundamental para a vantagem competitiva. Entretanto, diversos autores concordam que estratégia representa o conjunto de planos e intenções elaborados por administradores seniores a fim de obter resultados de acordo com suas expectativas.
A abrangência dos estudos realizados sobre estratégias empresariais gerou uma série de definições e conceitos para o termo. Neste artigo, apresentamos algumas dessas definições.
“A estratégia competitiva consiste em ser diferente. Significa escolher deliberadamente um conjunto diferente de atividades para fornecer uma combinação Segundo Caldeira (2011) a estratégia empresarial lida com o comportamento humano, tendo por desafio motivar e conscientizar as pessoas que compõem a organização à prática da inovação como meio de obter vantagem competitiva nos
negócios. Dentro desse contexto de definições, observar-se que a estratégia empresarial além de envolver a busca das melhores práticas, também exige a configuração de uma cadeia de valor sob medida, ou seja, a sequência de atividades necessárias à produção e ao fornecimento de um produto ou serviço que capacite a empresa a oferecer valor único, sem igual.
As empresas que procuram novos caminhos para se destacar precisam ser flexíveis para responder às alterações competitivas e do mercado. Torna-se necessário se comparar com outras empresas a fim de obter eficiência e evoluir continuamente. Entre outras coisas, é preciso também, manter o posicionamento à frente das demais.

3.1 WEB 2.0 NA EMPRESA
Com a evolução tecnológica e a popularização do uso da internet, as pessoas e as organizações vêm tendo crescente acesso a informações gerais e aumentam sua percepção para os fatores que influenciam o desempenho organizacional.
Os custos envolvidos com essa evolução normalmente dificultam ou inviabilizam a adoção de novas tecnologias de comunicação pelas empresas de forma a integrar os mais variados níveis da estrutura organizacional. Devido a esta evolução, as empresas encontram novo meio de comunicação com os seus públicos internos e externos, habilitando a novos caminhos estratégicos.
No âmbito da inscrição de novas ferramentas (ditas web 2.0), o setor empresarial tem à sua disposição novas formas de comunicação corporativa para facilitar a interação entre utilizadores – que podem ser os próprios profissionais da empresa ou os seus atuais e possíveis clientes, a partir de um conjunto alargado de tecnologias, serviços e plataformas disponíveis (muitas delas de acesso gratuito). (FARINHA, 2009)
As organizações de todos os tipos e portes têm presenciado o crescimento dos sites sociais e comunitários da Web, pois estão interessadas em usar as técnicas de Web 2.0 em duas áreas, principalmente: dentro da organização, para aprimorar a eficiência e a produtividade, e da organização para os clientes, para aprimorar a receita e a satisfação do cliente. Na esfera organizacional, muitas pessoas utilizam o termo “Enterprise 2.0”2 como referência ao uso da Web 2.0, de 2 É um termo cunhado pelo Professor MacAfee da Harvard Business School, em 2006, para
descrever o uso das técnicas da Web 2.0 no âmbito da organização, com o intuito de aprimorar a
produtividade e a eficiência. Modo que esta evolução da internet venha aumentar os resultados dos negócios que utilizam as novas tecnologias em prol de sua eficiência no mercado global.
O desenvolvimento da Word Wide Web para a Web 2.0 trouxe mudanças significativas na comunicação empresarial. A facilidade e simplicidade que os serviços 2.0 conferem ao processo comunicativo entre empresa e cliente, suscitam um interesse cada vez maior por parte das organizações em pertencer ao mundo digital.
Segundo Farinha e Antunes (2009) na web 2.0 são usadas novas ferramentas de estratégia comunicativa no âmbito das empresas. Tais funcionalidades são descritas abaixo:
 Blogs;
 Tagging;
 Wikis;
 Rss feeds;
 Plataforma de partilha de conteúdos;
 Redes Sociais
Blogs – É uma forma de relacionamento com a comunidade, de divulgação de informações úteis e de interesse.
Na empresa é utilizado a fim de realizar o marketing dos seus produtos e serviços para obter resultados positivos nos negócios.
Wikis – Permite que os documentos e páginas sejam criados e editados por qualquer usuário que tenham acesso ao servidor wiki. Como exemplo a Wikipédia.
Rss feeds/ Agregadores de conteúdo – Verificam permanentemente se existem conteúdos novos associados aos blogs e sites, agregando informações num único espaço.
No setor empresarial é utilizado para obter informação de interesse, de forma centralizada, além de contribuir para o aumento do conhecimento e difusão de informação pertinente para os profissionais da empresa. Ex: Google Reader
Plataforma de Partilha de Conteúdos – Permite a inserção de conteúdos por diferentes utilizadores a fim de ser visto por outros membros da plataforma ou não, e possibilita a postagem de comentários e avaliação por estes utilizadores. Ex.:Youtube e Flickr
Na empresa possui fins publicitários na transmissão de informação. Podem incorporar vídeos e fotos contidos em seus websites.
Redes Sociais – Com a consolidação do novo comportamento do consumidor, dinâmico e interativo, as empresas passaram a intensificar ações dentro das redes sociais e sites que tenham como foco a troca de informações, comunidades e relacionamento.
Na empresa tem o propósito de juntar pessoas ligadas aos negócios. Tem a publicidade, marketing e as relações públicas como maiores benefícios, alem de obter feedback de opiniões do público. Ex.: Facebook; Linkedin; Twitter.

Ainda de acordo com Farinha e Antunes (2009) é importante destacar que apesar do claro fortalecimento e dos inúmeros cases de sucesso de empresas que criaram operações online, é importante ressaltar que a internet está em constante evolução e que ainda há muito a ser desenvolvido. Surgem a todo o momento novos modelos de negócios, novas aplicações e oportunidades dentro da web, que transformam a forma de comunicação entre empresa e cliente, pois é um meio rápido, ágil, barato e colaborativo.

4 CASE DE SUCESSO QUE UTILIZARAM A WEB 2.0 – TECNISA
No inicio década de 90, muitas foram as duvidas a respeito da potencialidade da internet e sua capacidade de ser uma mídia de sucesso, mas o que se apresentou foi uma revolução das organizações e dos empreendedores desenvolvendo e aperfeiçoando este meio de comunicação e informação, surgindo as empresas “pontocom”.
Estas transformações na comunicação, juntamente com a revolução tecnológica trouxe um novo fenômeno para a sociedade, pois permitiu o acesso ainda maior e transmissão da informação. Isto é possível, pois todo o conhecimento da humanidade está cada vez mais presente nos meios digitais.
A TECNISA uma empresa da construção civil, referencia internacional em marketing seguiu esse perfil inovador, e atentou para essas mudanças e vem explorando a internet para aproximar-se do cliente, fortalecer a marca e gerar novas oportunidades de vendas.
Segundo dados do site Tecnisa (www.tecnisa.com.br) em mais de 30 anos de existência a construtora já lançou mais de 5 milhões de m² de imóveis e com mais de 10.000 clientes satisfeitos com os empreendimentos.



Figura 1: Página inicial Tecnisa
Fonte: Tecnisa 2012.

Isto foi possível a partir das inovações e investimentos realizados nos últimos anos nas áreas de marketing, relacionamento com cliente, internet e
responsabilidade social, dando início à implantação de uma estratégia de expansão
dos negócios baseada no investimento em imóveis de padrão médio-baixo.
Segundo Borgheresi, Bussarello e Reis (2009) a Tecnisa foi a primeira empresa no segmento imobiliário e uma das primeiras no Brasil a adotar desde 2002 a internet como um canal de comunicação e vendas, complementando ao marketing tradicional, tornando a principal inovação e captação de resultados da construtora, visando notoriedade no mercado.
O site corporativo da empresa tornou-se mais interativo, pois permite a interação do cliente com os vendedores, oferecendo informações completas dos imóveis a partir de ferramentas como o atendimento de vendas on-line- 24horas, chats, vídeo-atendimento, atendimento por e-mail, além de poder agendar visitas aos empreendimentos, indicar aos amigos e visualizar em tempo real a central de vendas da Tecnisa.

Figura 2: Site Tecnisa e suas ferramentas.
Fonte: Tecnisa 2012.

O maior sucesso da construtora foi utilizar as mídias sociais e obter
reconhecimento não só em seu segmento, mas no mercado como um todo, e
passou a intensificar ações dentro destas mídias que tem o foco a troca de
informações, comunidades e relacionamentos.


Figura 3: Mídias sociais
Fonte: Google Imagens 2012.

O marco principal da utilização dos canais de mídias sociais foi a venda do primeiro
apartamento através do Twitter, em 2009, que tinha como objetivo ser mais uma
ferramenta para compor a estratégia de web 2.0 da empresa, sendo utilizada para
divulgar lançamentos, posts no blog, modificações no site, inovações e estratégias
da empresa.

5 CONSUMIDORES UTILIZANDO A WEB 2.0 PARA FAZER SUAS RECLAMAÇÕES
Assim como a Web 2.0 pode ser uma grande aliada das empresas, possibilitando um mundo de vantagens, a mesma pode levar ao fracasso, destruindo sua imagem.
As redes sociais transformaram-se no melhor canal para reclamações sobre empresas, e o consumidor utiliza essas redes como novo “balcão de reclamações (GUGELMIN, 2011).
O consumidor insatisfeito com produto ou serviço tem cada vez mais utilizado a internet como meio de reclamações e as redes sociais são os canais mais freqüentes para isso. Os consumidores insatisfeitos perceberam que as empresas reagem rapidamente às reclamações, em busca de soluções, pois as mesmas não querem que problemas sejam divulgados para um número grande de pessoas, pois isso representa perda de dinheiro e de imagem.
Segundo pesquisa realizada pela Folha.com aponta que reclamações realizadas pelo twitter são respondidas 8,4 mil vezes mais rápido do que as feitas no PROCON. O motivo principal para a diferença no tempo de resposta se deve ao fato de que na internet há maior transparência dos fatos, onde qualquer individuo pode ver e opinar sobre o problema divulgado. As empresas que utilizam o twitter para atender ao cliente transformam esse canal numa estratégia de marketing, porém, a demora nas respostas ao consumidor pode comprometer a imagem da empresa.
De acordo com Cardozo (2012) em 2010 o Procon recebeu 631 mil reclamações,com índice de solução de 58% e o site Reclame aqui, obteve 978 mil reclamações, com índice de solução de 72%. Ainda segundo Cardozo, não é somente a preocupação com o consumidor que tem levado as empresas a monitoraras redes sociais, e sim, a preocupação com seu próprio nome, com seus recursos e como esses problemas podem representar em imagem negativa para o marketing da empresa.
De acordo com Jesus (2012) as empresas de telefonia (fixa e móvel) estão incluídas nas organizações com maiores números de reclamações existentes nas mídias sociais. Elas na maioria das vezes não respondem aos questionamentos feitos pelos usuários, e não há interação com as pessoas que enviam reclamações.
Segundo Saniele (2012) na era do Sac 2.0 como é chamada a nova modalidade de atendimento criada pelas mídias sociais é importante que as empresas estejam adequadas a essas mudanças de maneira relevante para entender o consumidor e dar solução rápida e eficiente aos problemas ocorridos,
pois ao contrário, poderá acarretar impacto negativo para as marcas da empresa.

6 CONSIDERAÇOES FINAIS
Neste estudo, foi abordada a segunda geração da internet, que se denomina Web 2.0 que se caracteriza como um conjunto de novos serviços e tecnologias, apresentando novas aplicações e ferramentas disponíveis em rede.
Identificou-se a relevância da Web 2.0 como uma nova forma de produzir e compartilhar informações no âmbito da estratégia empresarial, a partir de ferramentas comunicativas como Rss, blogs, wikis, redes sociais, entre outras. A informação produzida não é somente consumida internamente, porém, possui um valor muito maior para os usuários externos, ou seja, os clientes, pois oferece informações valiosas e atualizadas, personalizando a comunicação com a empresa.
Essas ferramentas possibilitaram inúmeras vantagens às organizações, e as tornaram competitivas no mercado.
Com as transformações sofridas pela internet, e por ser um meio ágil e colaborativo, surgem a todos os momentos inúmeros cases de sucesso de empresas que criaram novos modelos de negócios, aplicações e operações online, transformando a relação comunicativa da empresa e o cliente. Observou-se uma case de sucesso da Tecnisa, empresa do ramo da construção civil que recebeu
reconhecimento internacional, após utilizar as ferramentas web 2.0 onde utilizou as mídias sociais para divulgar sua marca, Além de verificar também que empresas que utilizam as mídias sociais de
forma inadequada acabam denegrindo sua imagem.

REFERÊNCIAS
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online das organizações. In: CONGRESSO SOPCON, 6º, 2009. Disponível em:
http://conferencias.ulusofona.pt/index.php/sopcom_iberico/sopcom_iberico09/paper/
viewFile/379/373> Acesso em: 10 Jun. 2012.
BORGHERESI, Renato; BUSARELLO, Romeu; REIS, Gustavo. Case Tecnisa –
Web 2.0: Vendendo apartamentos pela internet. 2009.
Disponivel:<http://www.tecnisa.com.br/arquivos/trabalhosacademicos/CaseTecnisa_
Web2.0.pdf >. Acesso: 18 jul.2012.
CALDEIRA, Adilson. A contribuição da internet à administração estratégica.
2011. Disponível em: <www.ead.fea.usp.br/>. Acesso em: 07 jul. 2011.
CARDOZO. Redes sociais viram espaço para reclamação de consumidores. 2012.
Disponível em: <http://g1.globo.com/sp/araraquara-regiao/noticia/2012/03/redessociais-
viram-espaco-para-reclamacao-de-consumidores.html> Acesso em: 24 Jul.
2012.
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outra comunicação. Rio de Janeiro: Record, 2003.
_____. A sociedade em rede. Economia, sociedade e cultura. 9. ed. - atualizada.
São Paulo: Paz e Terra, 2006. V.1.
COELHO, Helena Sofia Felisberto. A Web 2.0 nas bibliotecas universitárias
portuguesas: um estudo da implementação do paradigma da biblioteca 2.0.
Repositório da Universidade de Lisboa, 2009. Disponível em:
<http://webcache.googleusercontent.com> Acesso em: 28 jun. 2012
DOLCE, Julio; ANDERSON, Clarissa Dolce. A estratégia empresarial na sociedade
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GUGELMIN, Felipe. Redes sociais são o melhor caminho para reclamar sobre
empresas. 2011. Disponível em: http://www.oarquivo.com.br/index.php?
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JESUS, Aline. Twitter reinventa a forma dos usuários exigirem seus direitos
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TECNISA, Disponível em: <www.tecnisa.com.br> Acesso em: 10 jul. 2012.

terça-feira, 3 de julho de 2012

TUTORIAL: IMPLEMENTAÇÃO DE UMA REDE MESH DE HOTSPOT MIKROTIK VIA AUTENTICAÇÃO RADIUS

Trabalho desenvolvido pelos Alunos da Escola Superior da Amazônia (Esamaz):

FELIPE MORAES FREITAS
FERNANDO HENRIQUE A. DE ARAÚJO
MOACIR EDILSON T. FERREIRA

Orientado pelo Prof. Thiago Moreira.

Antes de iniciarmos nosso projeto de rede Mesh vamos ver uma imagem do que vamos produzir
Imagem 1
De início vamos configurar o Mikrotik de Borda (MK1) que terá uma das suas interfaces ligada ao roteador CISCO 1800 series, a interface ETHER1 será renomeada para LINK e receberá um IP fixo em quanto à interface ETHER2 será renomeada para LAN e também receberá um IP fixo.
Nas configurações do Mikrotik pelo Winbox acesse o menu “Interfaces” na janela “Interfaces List” dê um duplo click na ether1 e renomeie o nome para LINK, em seguida faça na segunda interface ether2, dê um duplo click e renomeie para LAN.  
Imagem 2
No segundo passo vamos atribuir um IP para cada interface renomeada.
No menu ao lado acesse a aba “IP” >>  “Address List “.
Dê um click no sinal de + e coloque os IP’s para cada interface e salve como na imagem abaixo:
Imagem 3
Em seguida criamos uma range de IP’s que será distribuída pela nossa rede LAN
Faça como na imagem 4 em seguida acompanhe a configuração na imagem 5 colocando em “Nome” o nome da range de “pool-mesh” e address de 172.16.0.2-172.16.0.14 salve e saia.  Nesta etapa você acabou de criar uma ranges de IP’s para os clientes.
Imagem 4


Imagem 5
Com a range criada vamos partir para a criação do DHCP da rede LAN o que ficará responsável por distribuir os IP’s aos hosts ligada a essa rede. Veja na imagem 6 e 7 a criação do DHCP.
Imagem 6

Imagem 7
Vamos colocar o DNS (Domain Name System), parte essa responsável por resolver nomes de domínios da rede de endereços IP para nome e nome para endereço IP. Seguem abaixo as configurações na imagem 8, simples e fácil.
Acesse a aba IP >> DNS:
Para os servers defina: “8.8.8.8” e “8.8.4.4” >> Aplly e OK
Imagem 8
Em sequência fazemos o “Network Address Translation(NAT)”, este responsável por fazer a conversão de um endereço IP inválido para público e público para inválido usando o masquerade . Acompanhe as configurações nas imagens 9 e 10.
IP >> Firewall >> NAT >> dê um click no sinal de + e na aba General em Out. Interface configure para LINK e na aba Action use masquerade.
Imagem 9
Imagem 10
Por último no roteador de borda criaremos a rota que nos permitirá uma conexão com a internet:
No menu IP >> Routes, click no sinal de +, em “Dst Address” direcione para “0.0.0.0/0” em Gateway direcione para “200.20.0.1” em “Distance” defina o valor “1”. Apply e OK
Imagem 11
Agora iremos testar nossa conectividade:
Acesse a aba “New Terminal” e faça um ping para o google.com como na imagem 12, se tudo ocorreu bem até aqui, então podemos ir para a segunda parte do nosso projeto.
Imagem 12

Segue abaixo as linhas de comando para quem gosta de trabalhar dessa forma:
interface set ether1-gateway   name=LINK
interface set ethet2                  name=LAN
ip address add address=200.20.0.2 netmask=255.255.255.252 interface=LINK
ip address add address=172.16.0.1 netmask=255.255.255.240 interface=LAN
ip dns set servers=8.8.8.8,8.8.4.4 allow-remote-requests=yes
ip pool add name=pool-mesh ranges=172.16.0.2-172.16.0.14
ip dhcp-server add name=dhcp-lan address-pool=pool-mesh interface=LAN disable=no             
ip dhcp-server network add address=172.16.0.0/28 gateway=172.16.0.1
ip route add dst-address=0.0.0.0/0 gateway=200.20.0.1 distance=1
ip firewall nat add chain=srcnat out-interface=LINK action=masquerade


Configuração de um RB433AH Wireless (MK2)
Esta é a parte que precisa de mais atenção, pois é a RB433AH master que fará a distribuição do IP para a rede WiFi e é o principal equipamento que fará a negociação de autenticação com o servidor RADIUS, e onde também estará configurado o Hotspot.
Na imagem 13 colocamos um IP fixo para cada interface, acesse IP >> Address e na ether1 que estará ligada ao switch defina o seu IP para 172.16.0.4/28. Na segunda interface a wlan1 definimos com o IP 10.0.0.1/24, perceba que já colocamos a imagem da configuração do DNS nesse caso o IP do roteador de borda MK1.
Imagem 13
Acesse o menu “Interfaces”, dê um duplo click na interface wlan1 e configure-a da seguinte forma: “Mode = ap-bridge”, “Band = 2GHz-B/G/N”, “Frequêncy = 2437 (o equivalente ao canal 6)”, “SSID = nome_da_rede”, “Radio Name= Dê um nome para a identificação do seu rádio” click no botão Apply depois Enable.
Obs.: É importante fazer o escaneamento para escolher o canal mais adequado a ser usado, para isso basta clicar no botão “Scan...” e procurar por canais que estejam sendo usado. Para que não haja interferência entre as redes escolha um canal que não esteja em uso. Caso nenhum canal esteja sendo usado, escolha um de sua preferência.
Imagem 14
Em seguida vamos criar uma Bridge:
Acesse o menu “Bridge” e click no sinal de “+” para adicionarmos a interface, Aplly e OK. Na aba “New Interface” no campo “Name” defina um nome para sua bridge, nesse caso colocamos o nome de “bridge-mesh” depois click em Apply e OK.
Na aba “Ports” click no sinal de “+”, em interface selecione a interface que fará a bridge, nesse caso a wlan1. No campo “Bridge” selecione a bridge anteriormente criada, no caso “bridge-mesh”. Apply e OK.
Imagem 15

Acesse a aba WDS da Interface “wlan1” e defina as seguintes configurações: “WDS Mode = dynamics mesh”, “WDS Default Bridge = bridge-mesh”, caso esteja marcada, desmarque a opção “WDS Ignore SSID”.
Imagem 16
Como aprendemos anteriormente a criar ranges e configurar o DHCP-server, vamos fazer isso também para a interface wlan1 que disponibilizará a distribuição de ip’s para os clientes que utilizaram a rede WiFi.
 Segue abaixo a imagem pronta:
OBS 1: Crie primeiro as ranges de IP como o nome de pool-mesh.
OBS 2: Na janela DHCP-server a interface selecionada foi a “bridge-mesh” e em “Address Pool” a “pool-mesh” criada que é 10.0.0.10-10.0.0.254
Imagem 17
Em seguida vamos fazer uma rota para os pacotes e o masquerade.
Na Imagem 18 a rota para conexão com a internet, no campo gateway coloque o IP da RouterBoard de borda, no caso o MK1, ele é quem será o nosso  gateway. Enquanto na Imagem 19 as imagens da configuração do firewall NAT.
Imagem 18
Imagem 19
Na janela “NAT-Rule” na aba “General” em “Chain” defina “srcnat”, “Out. Interface” a ether1 depois vá à guia “Action” escolha “masquerade” click em “Apply” e “OK”.
Nos próximos equipamentos que farão parte do Mesh vamos chamar de “slave”, sua forma de configuração é mais simples. Vejas os passos na imagem abaixo, não sendo necessário configurar o DNS, DHCP-server, rota e firewall. Acesse o próximo RB433AH (MK3) que fará parte da rede em malha e colocaremos um ip estático na sua interface, lembrando que a primeira RB433AH esta com ip de 10.0.0.1 essa segunda RB deve ser 10.0.0.2 para não gerar conflitos de ip’s.


Imagem 19
Imagem 20
Imagem 21
Obs.: Na Imagem 20 e Imagem 21 criamos uma interface bridge chamada “bridge-mesh” e atribuímos a interface wlan1 a ela.
Em seguida vamos configurar a aba wireless igual à primeira RB433AH que fizemos como o mesmo SSID, Band, Frequency, desmarque sempre a opção “Default Forward” como na primeira RB. No campo “Radio Name” pode ser definido como AP-02 para diferenciar dos outros AP’s. Habilite a interface e acesse a guia “WDS”, vamos colocar a interface “mesh-bridge”. Acompanhe a Imagem 22 e Imagem 23 abaixo.

Imagem 22

Imagem 23

Caso esteja marcada, desmarque a opção “WDS Ignore SSID”.
Após confirmar as configurações acima é possível que os dois equipamentos já estejam associados, ou seja, um comunicando-se com o outro.
Faça isso com outros equipamentos (MK4, MK5, etc..), eles se associarão ao RB433AH “master”, não se esqueça de ir definindo sempre IP’s diferentes na wlan1 dos “slave”.
As imagens 24 e 25 mostram a associação entre os equipamentos.
 Imagem 24

Imagem 25
Vamos configurar o servidor RADIUS responsável pela autenticação dos usuários que irão usar a rede WiFi.
Suponhamos que já tenha um servidor Linux pronto pra receber os pacotes necessários para a configuração do servidor RADIUS. 
Com o usuário root vamos instalar os pacotes necessários para criarmos o nosso servidor de autenticação, veja a imagem 26 abaixo:
  Imagem 26
Em seguida iremos definir uma senha para o usuário Mysql, para facilitar definimos nossa senha com 123*abc como na imagem 27, a Imagem28 é apenas para confirmar a senha digitada anteriormente por segurança.
                                     Imagem 27                                                                    Imagem 28
Em seguida vamos fazer a instalação do phpmyadmin que serve para interagir diretamente com a base de dados MySql em uma interface gráfica amigável para o administrador de rede.
Passo 1: Escolha o apache2,
Passo 2: Quando escolhida a opção “SIM” indica que vamos ligar a base de dados mysql ao phpmyadmin em seguida será apresentada as telas para a senha do usuário da base de dados que é 123*abc, confirme a senha nas etapas dos passos 4 e 5.
 Imagem 29
Imagem 30
Após toda a instalação dos pacotes vamos entrar no diretório onde se encontra os arquivos de configuração do freeradius.
 Imagem 31
Listando todo o diretório com o comando “ls” é apresentado todos os arquivos de configuração que fazem parte do freeradius.
Em seguida vamos transportar todas as tabelas do freeradius para dentro do Mysql-server.
1º Passo abra o navegador de qualquer máquina que esteja na estação do servidor Linux digitando HTTP://ip_do_servidor/phpmyadmin
Coloque o usuário e senha do phpmyadmin que no nosso caso é “user: root e password: 123*abc” veja a imagem 32 abaixo:
 Imagem 32
Em seguida crie um banco de dados onde este irá receber todas as tabelas do freeradius-mysql.
Passo 1: Acesse a aba “Banco de Dados”
Passo 2: No campo “Criar novo Banco de Dados” criamos um banco chamado “radius”
Passo 3: Click no botão “Criar”.
 Voltamos ao servidor Linux e digitamos as seguintes linhas de comando (veja imagem 34) para transferir todas as tabelas do freeradius-mysql, uma chamada de “eschema.sql” e outra chamada de “nas.sql”.
Obs.: Estamos apenas migrando as tabelas, porém é preciso configurar cada uma das tabelas depois.
 Imagem33
Imagem34
Vamos preparar alguns *.conf do freeradius  para que o freeradius e o MySql possam trocar informações, dentro do diretório “/etc/freeradius/”, vamos procurar pelo arquivo “radiusd.conf”, com seu editor de arquivos preferido abra o radiusd.conf.
pico radiusd.conf
Procure pelo campo “$INCLUDE     sql.conf” e descomente, removendo o símbolo “#” que se encontra no inicio da linha.
#$INCLUED               sql.conf
$INCLUDE                 sql.conf
Salve e saia.
 Imagem 35
Em seguida editamos o arquivo “sql.conf”, procure pelo campo  login  =  “radius” e  password =  “radpass” troque-o no campo login o “radius” pelo usuário do banco de dados que é o “root” e no campo password a senha de “radpass” para a senha do usuário do banco de dados “123*abc”, OBS1: O usuário e senha devem estar entre aspas ”  “.
Veja a imagem36.
Imagem36
Agora vamos colocar os equipamentos que farão consulta ao servidor RADIUS, esses equipamentos nós os chamamos de Network Autentication Server (NAS). Vamos cadastrar o equipamento tanto no arquivo “clients.conf” quanto no mysql, nesse caso vamos usar nos dois por modo de prevenção. A imagem 37 nos mostra o ip do RB433AH Mikrotik. O administrador pode colocar tanto o ip do Access Point individual quanto uma faixa de ip’s, com senhas variadas. Vejas os exemplos que você pode fazer.
************** Exemplo 1: INDIVIDUAL *************************************
client  172.16.0.4       {
            secret              =123465
            shortname       =AP-01(Access-Point)
}
***********************************************************************                      
                       
***************** Exemplo 2: A REDE TODA **********************************
client               172.16.0.0/28  {
            secret              = 123456
            shortname       =TODO-A-REDE
}
***********************************************************************
*************** Exemplo 3: NDIVIDUAL COM SENHAS DIFERENTE *************
client               172.16.0.4       {
            secret              =123456
            shortname       = Access-Point-01
}
cleint               172.16.0.5       {
            secret              = 123*abc
            shotname        =Access-Point-02
}          
************************************************************************
 Imagem37
Ainda faltam mais dois arquivos de texto para ser alterado um “default” outro “inner-tunnel” ambos encontram-se no diretório “/etc/freerdius/sites-available/”
No arquivo “default” abaixo da linha “authorize” procure por sql e descomente, mais abaixo procure por “accounting” e também descomente as linhas sql. Salve e saia do arquivo de texto default.
#pico /etc/freeradius/sites-available/defaul
authorize {
        #  Look in an SQL database.  The schema of the database
        #  is meant to mirror the "users" file.
        #
        #  See "Authorization Queries" in sql.conf
             sql     
accounting {
        #
        #  Create a 'detail'ed log of the packets.
        #  Note that accounting requests which are proxied
        #  are also logged in the detail file.
        #  See "Accounting queries" in sql.conf
            Sql
O segundo arquivo de texto é o “inner-tunner”
#pico /etc/freeradius/sites-available/inner-tunner
authorize {
        #  The chap module will set 'Auth-Type := CHAP' if we are
        #  handling a CHAP request and Auth-Type has not already been set
        Chap
        #  Look in an SQL database.  The schema of the database
        #  is meant to mirror the "users" file.
        #  See "Authorization Queries" in sql.conf
           sql
Salve e saia do arquivo de texto “inner-tunner”.

       Vamos voltar ao phpmyadmin e editar as seguintes tabelas (nas,radcheck, radgroupcheck, radusergroup)
Começaremos pelo “nas”, confira a imagem 38 e veja como cada campo foi configurado.
Em “nasname” colocamos o ip da RB433AH ou qualquer host que fará a consulta ao servidor radius, no campo “shortname” uma identificação do equipamento que está fazendo a consulta no servidor RADIUS, no campo “ports” a porta que o serviço radius trabalha para autenticação (1645 ou 1812) e para contabilidade (1646 ou 1813), por ultimo em “secret” a senha para a autenticação, para fins didáticos colocamos senhas fáceis, depois mande executar.
 Imagem 38
Em seguida iremos cadastrar os usuários que terão permissão para utilizar a rede WiFi, lembrando que no passo acima cadastramos o equipamento que fará a consulta ao servidor RADIUS desta vez será o usuário que fará a consulta ao servidor, caso um usuário não esteja cadastrado seu acesso a rede WiFi será negada.
 Imagem 39
Fizemos um cadastrado com um usuário chamado “edikoston” com a senha “123456”, crie mais um usuário, um para a rede WiFi e outro para o Hotspot, nesse caso criamos mais um usuário chamado edilson com a senha 123*abc este usuário edilson usaremos para logar no Hotspot.
Criaremos um grupo na tabela “redusergroup” camado de banda larga depois setamos o usuário edikoston nesse grupo, veja a Imagem 40.

Imagem 40
Agora vamos inserir valores na tabela “redgroupcheck”, coloque os valores da mesma forma que você vê na Imagem 41, deve-se observar cada campo.
 Imagem 41
Com a BD do radius configurado vamos configurar o Hotspot na RB433AH para receber a autenticação no servidor RADIUS.
Voltamos ao Winbox do Mikrotik para fazermos a configuração do RADIUS na RB433AH, marque apenas os serviços que farão a autenticação ao servidor RADUIS, o nosso projeto é apenas voltado para o Hotspot e Wireless, coloque o ip do servidor RADIUS e a senha de autenticação do NAS “123456”, em caso de dúvida lembre-se que é a senha definida no arquivo “clients.conf” ou na tabela “nas” do mysql.

Imagem 42
A criação do Hotspot é fácil e simples não há tanto segredo, segue abaixo os passos para a criação do Hotspot.
Imagem 43
 Imagem 44
Obs.: A interface selecionada no Hotspot é a interface “bridge-mesh”.
Imagem45
Obs.: Criamos um domínio chamando RC5NA.local, porém você pode criar o de sua preferência.
Na aba “Server Profiles” dê um duplo click no domínio RC5NA.local, acesse a aba Login e marque as opções “HTTP CHAP”, “HTTP PAP” e “Cookie”.
Na aba “Radius” marque a opção “Use Radius” e defina “19 (Wireless-802.11)” em “NAS Port Type”. Veja nas imagens 46 e 47.
 Imagem 46
Imagem 47
Até aqui completamos a configuração do Hotspot para interagir com o RADIUS, agora vamos para a configuração de autenticação da rede WiFi.
Partindo para a criação de modo de autenticação na rede WiFi utilizando o protocolo EAP (Protocolo de Autenticação Extensível) para que o equipamento do usuário possa participar da rede. Os passos abaixo mostram a configuração simples e fácil:

Imagem 48
Assim como na Imagem 48 habilite o WAP PSK e o WPA2 PSK, defina uma chave compartilhada (WPA e WPA2 Pre-Shared Key) para manutenção do administrador de rede, sempre que o administrador necessitar fazer alteração ou mesmo entrar na RB433AH sem precisar passar pelo servidor RADIUS.
Na aba “Radius” marque as opções “MAC Accounting” e “EAP Accounting”. Apply e OK.

Imagem 49
Em seguida partimos para última parte do nosso projeto, que é configurar a máquina do usuário final e essa configuração será realizada em uma maquina Windows 7 Ultimate.
Segue o passo-a-passo desta configuração da Imagem 50 até a Imagem 54.

Imagem 50

Imagem 51

Imagem 52

Imagem 53

Imagem 54

Obs.: Se a opção “Validar Certificado do Servidor” estiver marcada, desmarque-a. No passo da Imagem 55 desmarque também a opção “Usar automaticamente meu nome e senha de logon do Windows (e o domínio, se houver)” confirme esta etapa e você voltará para a tela “Propriedades EAP protegidas” confirme novamente.

Imagem 56

Imagem 57

Imagem58
 
Imagem 59

     Imagem 60
Obs.: Usaremos o usuário “Edilson” com a senha “123*abc” criada no servidor RADIUS.